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Sonho realizado....construiu o seu próprio fusca elétrico!

Na Rodaverde.com, recebemos muitas perguntas sobre ´transformar carro em elétrico´.

Nesse post compartilhamos a história de Aline Gonçalves Santos, quem construiu o seu próprio fusca elétrico!

Abastecer um veículo na tomada parece ser bem distante para muitos. Mas a engenheira Aline Gonçalves Santos, mostra que isso é sim possível. Apaixonada por tecnologia, a engenheira de Vila Velha construiu o seu próprio fusca elétrico. Isso mesmo! Aline transformou seu próprio Fusca 1972 movido a combustão em um modelo totalmente elétrico. O veículo precisa de oito horas na tomada para ser carregado e pode rodar cerca de 50 km a 50km/h. 

Formada em Engenharia Elétrica, Aline conta que, desde a graduação, sempre teve o sonho de empreender. Na época, ela teve a oportunidade de trabalhar no ramo de energia solar fotovoltaica, onde abriu uma empresa, voltada para esse tipo de energia e mobilidade elétrica com instalação de carregadores de carros elétricos. Sempre atenta às inovações e estudando sobre carros elétricos, Aline quis inovar e deu os primeiros passos na realização desse sonho, unindo-o a outros igualmente importantes: a sustentabilidade e o meio ambiente. Foi assim que a engenheira transformou o modelo elétrico, mantendo suas características originais e com peças totalmente nacionais.  

'Sempre quis ter um carro elétrico, mas na época não tinha condições. Resolvi dar uma pausa na empresa e busquei investir no meu carro elétrico. Foi aí que adquiri e comprei o Fusca em 2016 para executar o projeto e comecei a pesquisar e estudar os motores e baterias. Aos poucos, comecei a entender como tudo funcionava', ressalta.  Aline explica que, teve ajuda de amigos para o desenvolvimento do projeto. 'Tive apoio de amigos que possuem oficinas mecânicas e que se interessaram pelo projeto. Eles me ajudaram muito nessa parte de conexões', afirma.   

Aline, que hoje é diretora da Associação Brasileira de Proprietários de Veículos Elétricos Inovadores (ABRAVEi), conta qual era o objetivo principal ao transformar o carro. 'Primeiro era um hobby. Sempre tive vontade de fazer essa transformação, era meu sonho. Além disso, sempre presei muito por essa questão de sustentabilidade, pois além de não emitir gás carbônico, o veículo elétrico não gera fumaça tóxica. Agora, com o interesse de diversas empresas no projeto, resolvemos dar seguimento e continuar estruturando, mas já pensando em algo para o futuro', destaca.

As novidades não param por aí. A engenheira conta que o projeto está entre os 60 selecionados no Estado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (FAPES) que será apresentado em novembro deste ano. 'Agora estamos trabalhando na segunda parte do projeto que é a digitalização. Como o fusca é totalmente mecânico e não tem nada digital, a proposta é embarcar tecnologia. Estamos investindo na parte de software e hardware para fazer a transmissão de dados', destaca.

A próxima etapa do projeto consiste no desenvolvimento de um aplicativo. 'A ideia é baixar o aplicativo, e utilizá-lo no visor do veículo, que vamos adaptar, onde será possível conseguir todos os dados do veículo. Remotamente, e em qualquer lugar que tenha internet, será possível realizar o monitoramento do nível de bateria, rastreamento e trajeto percorrido', afirma.
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